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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Escola da Terra leva formação a professores de multisseriadas

Secretários estaduais e municipais de educação, que tenham em suas redes escolas multisseriadas no campo ou quilombolas, já podem aderir ao Escola da Terra, programa do Ministério da Educação que oferece formação continuada a professores que lecionam nessas unidades. A adesão foi aberta nesta terça-feira, 20, e se estende até 19 de setembro.

Para aderir, o gestor precisa entrar na página eletrônica do Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec) e informar seu CPF e senha. Dentro do Simec, acessa o Plano de Ações Articuladas (PAR) e o programa Escola da Terra. De acordo com Antônio Lídio Zambom, coordenador geral de políticas de educação no campo da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), nesta etapa do processo, o gestor informa apenas o número de escolas multisseriadas e quilombolas de sua rede e o número de professores.

Dados do Censo Escolar informados pela Secadi indicam que o país tem hoje 865 escolas quilombolas do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental e 53.713 escolas com classes multisseriadas do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Em 2013, o programa Escola da Terra atenderá 7,5 mil professores. As escolas selecionadas para esta edição, explica Antônio Lídio, deverão informar, posteriormente, o nome dos educadores e CPF.

O programa – O Escola da Terra compreende quatro ações: formação continuada e acompanhada de professores que trabalham com estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental em escolas multisseriadas no campo e em escolas quilombolas, além dos assessores pedagógicos que terão a função de tutores; oferta de materiais didáticos e pedagógicos; monitoramento e avaliação; gestão, controle e mobilização social.

Educadores e tutores terão curso de aperfeiçoamento com carga horária mínima de 180 horas. A formação terá dois períodos – a frequência no curso denominada tempo-universidade e outro para as atividades realizadas em serviço (escola-comunidade) que será acompanhada por tutores. A qualificação dos docentes será de responsabilidade das instituições públicas de ensino superior que aderirem ao programa.

A produção e oferta dos materiais didáticos e pedagógicos são de responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). São jogos, mapas, recursos para alfabetização, letramento e matemática. Já o coordenador estadual e o tutor que acompanham e orientam os educadores durante sua formação serão remunerados com bolsas a serem pagas pelo FNDE.

Piloto – Em 2013, sete universidades federais foram selecionadas para participar de um projeto piloto do Escola da Terra em quatro das cinco regiões do país. O piloto terá 7.500 vagas distribuídas entre as universidades federais do Amazonas (UFAM) com 1.500 vagas, da Bahia (UFBA), do Pará (UFPA), de Pernambuco (UFPE), do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Minas Gerais (UFMG) e do Maranhão (UFMA), com mil vagas cada. Em todos os estados, os cursos estão previstos para 2014.

Ionice Lorenzoni

Conheça a Escola da Terra

Acesse o Simec

Fonte: MEC.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Sedentarismo está por trás de 13 a cada 100 mortes entre obesos e cardíacos


O sedentarismo está por trás de 13,2% das mortes no Brasil, segundo uma pesquisa publicada pela revista médica Lancet.
 
No país, a inatividade é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon. O número é um dos maiores da América Latina, onde 11,4% das mortes são causadas pelo sedentarismo.
 
Segundo o cardiologista e médico do esporte Daniel Kopiler, a situação é consequência da evolução tecnológica da sociedade. Atualmente, os jovens são os mais afetados pelo sedentarismo, pois estão mais envolvidos com a tecnologia.
 
"Hoje temos uma série de materiais que vão facilitar nosso trabalho braçal, mas que de alguma maneira vão diminuir a quantidade de trabalho comparado com o que fazíamos. Esta mudança tecnológica faz com que as pessoas comecem a andar menos e a fazer menos atividades físicas", explicou Kopiler à Agência Efe.
 
Segundo a última pesquisa feita pelo IBGE em 2010 e divulgada em 2012, 80% dos brasileiros são sedentários, e uma das consequências mais temidas é a obesidade.
 
Conforme índices apurados pelo Ministério da Saúde, 64% da população está com excesso de peso, e exercícios podem ser a solução para reduzir tais números assustadores.
 
A solução indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é a prática de pelo menos 30 minutos de exercícios físicos por dia, já que a inatividade é o quarto principal fator de risco de mortalidade em todo o mundo, perdendo apenas para diabetes, tabagismo e hipertensão.
 
A rotina, no entanto, parece não permitir nem mesmo estes trinta minutos. "A pessoa acorda seis horas da manhã, chega às oito no trabalho e, quando volta pra casa, ainda precisa cuidar dos filhos, estudar", lembra Kopiler. Como solução, o médico indica pequenas mudanças nos hábitos diários para reduzir os efeitos do sedentarismo.
 
Um primeiro passo é a mudança na alimentação, com a diminuição de refeições gordurosas e o aumento de ingestão de proteínas e fibras.
 
Os exercícios mais indicados para se livrar da inatividade são caminhadas, ciclismo, natação e hidroginástica por não causarem problemas às articulações, mas que devem ser acompanhadas de alongamento.
 
Pensando nisso, Kopiler diferencia a atividade física de exercício físico, porque esse último requer uma aplicação concentrada de tempo e muitas vezes não se encaixa na agenda da grande maioria das pessoas.
 
"Uma coisa é a atividade física, e outra, o exercício. Qualquer movimento que fazemos é uma atividade física. Já o exercício é basicamente quando fazemos uma ação coordenada", disse o médico à Efe.
 
"Essas atividades cotidianas podem, quando feitas de forma coordenada, contribuir de uma forma muito significativa para sair do sedentarismo", acrescentou.
 
Fonte: Uol.